O presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, disse hoje que o país atingiu uma dimensão sem precedentes na atração de turistas por Portugal, referindo ainda que o setor tem “capacidade para crescer”, sendo “muito boas” as expectativas para este ano…

“Aquilo que sentimos é que Portugal atingiu hoje uma dimensão e uma capacidade de cativar turistas, mas também pessoas que querem investir, que querem viver, estudar, que querem vir viver para o nosso país, que não tem precedentes”, salientou o responsável, em Évora.

Em declarações aos jornalistas, à margem da Conferência ‘Turismo Sustentável’ dos Green Project Awards, que hoje decorreu na cidade alentejana, Luís Araújo frisou que o crescimento do turismo no país “não é uma moda”.

“Não é uma cosia passageira, é uma coisa para ficar. As pessoas estão muito mais atentas ao nosso país, ao que representamos, à nossa capacidade de dialogar, de bem-receber, de oferecer algo que é autêntico”, argumentou.

No ano passado, exemplificou, Portugal foi mencionado em “16 mil notícias e publicações” no estrangeiro e o país recebeu “mais de 600 prémios a nível internacional, desde o setor público ao privado”.

E a atividade turística nacional, perspetivou, tem, “claramente, capacidade para crescer”, nomeadamente “em regiões que não são tão conhecidas” e “em épocas que não são as épocas altas”, assim como junto de “mercados que não são os habituais”.

Para já, atendendo aos dados estatísticos disponíveis até março, indicou Luís Araújo, o país está “a apresentar crescimentos idênticos aos do ano passado”, em termos turísticos, pelo que “há muito boas expectativas” acerca da evolução do setor.

Questionado sobre a relação entre este crescimento turístico e a sustentabilidade do setor no país, em termos sociais e ambientais, o presidente do Turismo de Portugal considerou que não é “nada problemático” esse equilíbrio, atualmente.

“O que nós definimos na estratégia para os próximos 10 anos é exatamente isso. Queremos uma atividade turística que enriqueça o país, como está a enriquecer, que traga benefícios para todos aqueles que aqui vivem, mas que seja sustentável”, defendeu, frisando existe hoje em Portugal uma atenção para estes fatores que é, “claramente, superior” àquela que existia há uns anos.

Também Cordula Wohlmuther, da Organização Mundial do Turismo (OMT) e coordenadora do Ano Internacional opara o Turismo Sustentável, elogiou os esforços de Portugal para “garantir que a sustentabilidade no turismo é atingida”.

“Portugal, em comparação com muitos outros países, está a dar uma resposta muito boa e profissional às questões da sustentabilidade e da responsabilidade. O país está a analisar como tornar o setor mais verde” ou “mais inclusivo”, o que se traduz uma “visão muito positiva”, afirmou.

A secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, admitiu à agência Lusa que existem “situações isoladas e pontuais” de alguma fricção entre sustentabilidade e desenvolvimento turístico, as quais há que “saber gerir”, mas isso não traduz o cenário nacional.

“Não podemos generalizar a todo o país. Pelo contrário, ainda temos metade da nossa oferta de alojamento por ocupar ao longo do ano”, pelo que há margem para o setor crescer, defendeu.

O encontro sobre turismo sustentável que decorreu em Évora é o primeiro do Ciclo de Conferências GPA 2017, numa organização dos Green Project Awards, promovidos pela Agência Portuguesa do Ambiente, associação ambientalista Quercus e da GCI, em colaboração com o Turismo de Portugal.

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